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04/06/2013

Resumo da Matéria


A Eletroquímica é um ramo da química onde se estuda as reações químicas que ocorrem em uma solução envolvendo um condutor (um metal ou um semicondutor) e um condutor iônico (o eletrólito), envolvendo trocas de elétrons entre o eletrodo e o eletrólito.
 
Este campo científico abrange todos os processos químicos que envolvam transferência de elétrons entre substâncias, logo, a transformação de energia química em energia elétrica. Quando tal processo ocorre, produzindo transferência de elétrons, produzindo espontaneamente corrente elétrica quando ligado a um circuito elétrico, ou produzindo diferença de potencial entre dois polos, é chamado de pilha ou bateria (que muitas vezes é formada de diversas células). Quando tal processo é proporcionado, induzido, pela ação de uma corrente elétrica de uma fonte externa, este processo é denominado de eletrólise.




 
Oxirredução: são aquelas que sofrem mudanças no Nox dos elementos conforme vão ocorrendo. Podemos também dizer que a reação de oxirredução ocorre quando há transferências de elétrons. Existe dois tipos:

Oxidação: é a perda de elétrons e há aumento do Nox.
Redução: é o ganho de elétrons e há diminuição do Nox. 
 
 

 
Agente oxidante: é a espécie química que sofreu redução na reação. Ele provoca oxidação em alguém.
 
Agente redutor: é a espécie que sofreu oxidação, ou seja, ele provoca a redução em alguém.

03/06/2013

Resumo de quimica


Reação de Oxidorredução
A reação de Oxidorredução está relacionada a transferência de elétrons entre átomos e/ou íons da substância reagente. Nessa reação, ocorre sempre o ganho e a perda de elétrons, quando um íon, átomo ou molécula perde elétrons, outros ganham, imediatamente.          
Essas reações são chamadas assim porque quando ocorre o ganho de elétrons, temos uma redução, enquanto na perda de elétrons temos uma oxidação.
Agente Redutor é o que provoca redução de um dos compostos, sofrendo oxidação e, portanto, perdendo elétrons.
Agente Oxidante é o que provoca oxidação de um dos compostos, sofrendo redução e, portanto, ganhando elétrons
Determinação do numero de oxidação (Nox)
Existem regras para facilitar essa determinação
- A soma dos Nox de todos os átomos de um composto é 0.
- Nos Íons Simples (Monoatômicos), o Nox equivale a sua própria carga elétrica:
O2-: Nox = -2
Cl-: Nox = -1
 Na+: Nox = +1
Fe2+: Nox = +2
Al3+: Nox = +3
- Substancias que são formadas por 1 elemento químico (Subst. Simples) apresentam Nox = zero
- Elementos da família 1A, nox = 1
- Elemento da familia 2A, nox = 2
- Nas substâncias compostas, geralmente, Nox Hidrogênio = +1 e Nox Oxigênio = -2
Regras para o balanceamento de reações de oxidorredução
1-      Atribuir os números de oxidação
2-      Oxidação/Redução => Redutor/Oxidante
3-      Balancear os elétrons
4-      Acertar o nº de átomos de oxigênio
5-      Acertar o nº de átomos de hidrogênio
Espontaneidade de reações de oxidorredução
Com:
E° Cu²+ | Cu° = +0,34V
E° Ni²+ | Ni° = -0,26V
Devemos analisar o maior número, pois numa reação espontânea, será o redutor sempre. Neste caso, o +0,34, portanto:
Redução => Cu²+ + 2e = Cu°
Oxidação => Ni° - 2e = Ni²+
+2e – 2e = 0, podendo ser anulados, tendo assim:
Global=> Ni° + Cu²+ à Cu° + Ni²+




02/06/2013

Resumo de Quimica

Reações de Oxirredução

São chamadas de Reações de Oxirreducao aquelas em que ocorrem transferências de elétrons entre duas ou mais espécies químicas.
É essencial haver a perda e o ganho de elétrons, que serão imediatamente recebidos, seja por um átomo,íon ou molécula.
Perda de Elétrons = Oxidação (seu Nox aumenta devido à perda de elétrons).
Ganho de Elétrons = Redução (seu Nox diminui devido ao ganho de elétrons).
Agente oxidante é o responsável por causar a oxidação de um dos compostos da reação, esse agente oxidante possui o elemento que vai ganhar elétrons, ou seja, ocorre em reações de Redução.
Agente redutor é a substância que age causando a redução de um dos compostos da reação, o agente redutor será a fonte dos elétrons perdidos liberados na reação, ou seja, ocorre em reações de Oxidação.
Regras de Atribuição de números de oxidação:
Toda substância simples tem número de oxidação igual a zero (Nox= 0)
Família 1A Nox = 1
Família 2A Nox = 2
Al³+ , Zn²+ , Ag+
Hidrogênio - H+ Ametal Nox = +1 ( HCl)
        H+ Metal Nox = -1 ( NaH)
Oxigênio:  Nox = -2 ( maioria)
     Nox= -1 (peróxidos) – H2O2
H2SO4 =
H2 = +1x2 = +2
O4 = -2x4 = -8
S=?
Total = 0, logo S = +6 nesse caso.
Regras para balanceamento de reações de oxirredução:
Atribuição dos números de oxidação
Oxidação/Redução -> Redutor/Oxidante
Balanceamento de elétrons
Acerto de nº de átomos de oxigênio
Acerto do nº de átomos de hidrogênio


Exemplo:
AgNO3 + Fe ----- Fe(NO3)2 + Ag

Ag= +1
N=+5
O= -2x3 = -6
Fe = 0 (simples), então:

2AgNO3 + Fe  Fe(NO3)2 + 2Ag (Balanceado)

Fe0  Fe²+  perdeu 2e = oxidação (agente redutor)
Ag¹+  Ag0  ganhou 1e x 2(balanceamento) = redução (agente oxidante)

ESPONTANEIDADE DE REAÇÕES DE OXIDORREDUÇÃO: 

Dados:
Ag+| Ag0 = +0,80V
Fe²+| Fe0 = -0,44V

Redução (sempre o maior): Ag+ +1e = Ag0
Oxidação: Fe0 – 2e = Fe²+

Global = 2Ag+ + Fe0  2Ag0 + Fe²+
Para sabermos se a reação é espontânea ou não, devemos:
– verificar, no sentido indicado da reação, a espécie que sofre oxidação (perde e–) e a espécie que sofre redução (ganha e–);
– se a espécie que sofre redução apresentar um  maior que o da espécie que sofre oxidação, a reação é espontânea; caso contrário, não.  

01/06/2013

Energia Eólica: Funcionamento e distribuição

A energia eólica consegue gerar energia eletrica através dos ventos. Utilizada por muitos países desenvolvidos, a energia eólica além de ser um ótimo meio para gerar energia, é uma das que menos prejudica o meio ambiente.
Assim como a água e outras substancias, o ar é um fluido com a diferença de que suas partículas estão em forma gasosa em vez de liquida, quando o ar se move rapidamente em forma de vento, essas partículas também se movem rapidamente e esse movimento é chamado de energia cinética.
A energia elétrica é formada pois as pás da turbina eólica são programadas para capturar a energia cinética do vento, depois de capturada, as pás começam a girar um eixo que une o cubo do motor ao gerador.

Uma das energias mais sustentáveis do mundo, pois, é inacabável (vento), necessita de pouca manutenção, gera energia barata, requer pouco espaço geográfico para sua implantação, não agride tanto o meio ambiente e tem um retorno de investimento rápido (em seis meses os gastos com o sistema são recuperados).
Mas ela também tem seu lado negativo,  as torres de energia são muito caras, produz alta poluição sonora (as turbinas chegam a reproduzir até 43 decibéis), grande mortalidade de aves por conta das pás das turbinas e possui risco de não produzir energia em certa época, já que é dependente do vento.

Comparando os prós e contras sobre este tipo de energia, vemos que é muito mais viável ter um sistema de energia eólica, apesar de seu alto custo ela não apresenta tantos danos ao meio-ambiente e também é uma energia inacabável.


Bibliografia:

Chuveiro Elétrico

Em nossa resenha de hoje falaremos sobre o artigo "Funcionamento do chuveiro elétrico", escrito por Marco Aurélio da Silva,membro da equipe do site Brasil Escola.
O autor começa o artigo explicando o que é um "chuveiro", dizendo que é um aparelho de terminação de rede de água que possui pequenos orifícios por onde sai essa água, permitindo que as pessoas se molhem. Logo após, no mesmo parágrafo, ele explica o porquê do uso do chuveiro, dizendo que é usado para banhar-se. A partir desse parágrafo contendo informações quase óbvias para toda a população, ele acaba a introdução e começa um parágrafo explicando a história do chuveiro, que já não é algo tão óbvio assim, mostrando ao leitor que o chuveiro é muito antigo, sendo retratado em pinturas e vasos na Grécia antiga e também no Egito, e mostra também que no Brasil o chuveiro foi introduzido na década de 1940.
Nos dois parágrafos seguintes o autor foca no tema do artigo ("Funcionamento do chuveiro elétrico"), explicando de uma maneira muito complicada para quem não tem muito conhecimento sobre o assunto,dizendo que o chuveiro é composto de dois resistores, que é um fio espiralado feito de metais que possibilitam um aquecimento rápido e prático, um de alta potência e outro de baixa potência de aquecimento, e um diafragma de borracha. Os resistores ficam fixados no interior do chuveiro. Para selecionar o tipo de banho que se deseja tomar, existe na sua parte exterior uma chave seletora que é capaz de mudar o tipo de resistência, aumentando ou diminuindo a potência do chuveiro e, consequentemente, a temperatura do banho. A água ao circular pelo chuveiro pressiona o diafragma de borracha, este por sua vez aproxima os contatos da resistência aos contatos energizados, situados no cabeçote do aparelho. Assim, a água ao passar pelos terminais do resistor quente se aquece, tornando o banho bem quentinho e agradável.
chuveiro elétrico

Nos dois últimos parágrafos o autor explica alguns dos itens complicados citados no parágrafo que contém a explicação. Ele explica o que é resistência elétrica, dizendo ao leitor que é a capacidade de um corpo de se opor à passagem da energia elétrica, e em seguida conta uma curiosidade,mostrando  o cálculo do mesmo, que é feito a partir da Lei de Ohm e sua unidade no SI (Sistema Internacional de Unidades) é o ohm (Ω).ue 
O autor também explica o que são resistores, ele diz:"Os resistores são feitos de material condutor. Esses materiais, quando percorridos por uma corrente elétrica, se aquecem provocando um fenômeno denominado de efeito joule. Esse efeito deve-se aos milhões de choques dos elétrons contra os átomos do condutor. Em virtude desses choques, a energia cinética do sistema aumenta. O aumento dessa energia se manifesta através do aumento da temperatura do condutor, ou seja, aumento da temperatura da resistência."
esse artigo é de fácil compreensão até para aqueles que não entendem nada sobre o assunto porem o autor oscila em algumas ocasiões, utilizando uma linguagem formal em algumas partes como na explicação, e uma linguagem informal em outras partes, como em:"quentinho e agradável".

resistores

Bibliografia:

Motor elétrico

Bose, Bimal K. (2006). Power Electronics and Motor Drives : Advances and Trends

Um motor elétrico é uma máquina elétrica que converte energia elétrica em energia mecânica. É o mais usado de todos os tipos de motores, pois combina as vantagens da energia elétrica (baixo custo, facilidade de transporte, limpeza e simplicidade de comando) com sua construção simples, custo reduzido, grande versatilidade de adaptação às cargas dos mais diversos tipos e melhores rendimentos.

Hoje, em face da grande necessidade de se poupar a camada de ozônio da emissão de gases poluentes, os motores elétricos estão sendo largamente utilizados em veículos automotores com o intuito de economizar energia e poupar o meio ambiente. Gases poluentes, como o dióxido de carbono que é liberado dos escapamentos de veículos automotores e das chaminés das fábricas, têm um grande poder de destruição na camada de ozônio.

Pequenos motores podem ser encontrados em relógios elétricos. Motores de uso geral com dimensões altamente padronizados e características fornecer energia mecânica conveniente para o uso industrial. O maior dos motores elétricos são usados para a propulsão do navio, compressão de gasodutos e aplicações de armazenamento bombeado com classificações aproximando um megawatt. Os motores elétricos podem ser classificados por tipo de fonte de energia elétrica, construção interna, aplicação, tipo de saída de movimento, e assim por diante.

Tudo começa com o grego Tales de Mileto que, em 41 a.C. ao esfregar um pedaço de resina fóssil em um pano, a resina parecia atrair pequenos corpos, como fios de cabelo. William Gilbert, em 1600, descobriu que além da resina experimentada por Tales, muitos outros materiais poderiam atrair se fossem friccionados. A partir desse marco muitos inventos surgiram. Foi em 1663, o alemão Otto Von Guericke construiu a primeira máquina eletrostática, que transformava energia mecânica em energia elétrica. Porém somente após o final do século XVIII, com o dinamarquês Hans Christian Oersted e o francês André Marie Ampère que foi dado realmente o primeiro e grande passo ao surgimento do motor elétrico. E então, entre 1831 quando Faraday comprovou o eletromagnetismo e 1886 quando o cientista alemão Werner Von criou o primeiro motor elétrico.

O funcionamento dos motores elétricos está baseado nos princípios do eletromagnetismo, mediante os quais, condutores situados num campo magnético e atravessados por corrente elétrica, sofrem a ação de uma força mecânica, força essa chamada de torque.

Existem vários tipos de motores elétricos, dos quais os principais são os de corrente contínua e de corrente alternada. Os motores de corrente contínua são mais caros, pois é necessário um dispositivo que converte a corrente alternada em corrente contínua. Já os motores de corrente alternada são mais baratos e os mais utilizados, pois a energia elétrica é distribuída em forma de corrente alternada, reduzindo assim seu custo.

De acordo com sua modalidade construtiva os motores de corrente contínua são do tipo shunt, série e compound. Os shunt são empregados quando as características de partida (torque e aceleração) não são muito rígidas como, por exemplo, nas turbo-bombas, ventiladores, esteiras, etc. Estes motores caracterizam-se, também, por operarem com velocidades mais ou menos constantes. Os modelos série são empregados quando o conjugado de partida é muito grande, como nos guindastes, pontes rolantes e compressores. O compound emprega-se quando há necessidade de partida elevada e funcionamento constante, ou seja, é um motor com as características dos dois anteriores. São empregados para acionamento de bombas alternativas, comprimidores cilídrincos de lâminas (calandras), etc.

Os motores elétricos de corrente alternada usualmente utilizados para o acionamento de bombas hidráulicas pertencem a uma das seguintes categorias:

- Motor síncrono: o princípio de funcionamento do motor síncrono baseia-se na interação de dois campos magnéticos, ou seja, um campo girante produzido no estator por corrente alternada e um campo fixo no rotor produzido por corrente contínua (rotação do eixo igual a rotação síncrona). Estes motores tem uma velocidade de rotação, denominada develocidade de sincronismo, constante e rigorosamente definida pela frequência da corrente e pelo número de pólos.

- Motor assíncrono: nos motores de indução ou assíncronos, onde os mais comuns são os trifásicos, o princípio de funcionamento baseia-se na indução de um campo girante com velocidade síncrona, produzido por bobinas alimentadas por um sistema de compensadoras automáticas, sobre espiras curto-circuitadas que possam girar em torno de um eixo. Esta indução cria uma força eletromotriz nas espiras que, por sua vez, produzem campos girantes que atraem as espiras de modo que cada espira gera um campo reagente com a tendência de anular o efeito do campo girante, cuja somatória de reações elevam a força de atração.


Com a figura abaixo, você pode ver com complexidade, a formação de um motor elétrico:



Simplificando a figura acima obtemos:



Veja também como é possível montar um motor elétrico caseiro com baixo custo de produção:


A obra em questão é muito boa por explicar com complexidade o estudo de motor elétrico, e além disso sobre geradores também, de forma muito completa. Esse estudo é recomendado para pessoas que se interessam pelo assunto, sendo que estejam ao menos no Ensino Médio para que assim possa ter a absorção de todos os conceitos e teorias que formam este aparelho, o que não impede um aprofundamento para aqueles que estudam no Ensino Superior.

Bimal Kumar Bose, também conhecido como B.K. Bose, é um engenheiro eletricista, pesquisador de inteligência artificial, cientista, educador e, atualmente, professor de eletrônica de potência no Departamento de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação na Universidade do Tennessee, Knoxville.


Este trabalho crítico foi realizado pelos alunos Julia Manzo, Marcela Borges, Rafael Negreiros, Priscila Palau e Talia Cócca do Colégio Universitas – Ensino Médio em Santos, SP.

Engenhos de cerco e o movimento oblíquo


Armas de cerco antigas e Engenharia do século XXI

Equipe Cerco 21

A equipe Cerco 21 é formada por dois engenheiros portugueses chamados Mario e Pedro, cujos sobrenomes não são identificados no texto. Especializados na recriação de aparelhos medievais de artilharia, que tem como principio básico o lançamento oblíquo, iniciam seu texto dizendo que existem vários modelos de máquinas de cerco, mas que, no século XIV, estas foram sendo substituídas por artilharias pirobalísticas, como por exemplo, o canhão de pólvora.
Com grande embasamento histórico, eles nos colocam a par de todo o contexto no qual tais máquinas foram criadas. Mostram, também, que antes da invenção das armas de fogo elas eram utilizadas para lançamentos, tanto rápidos e curtos, quanto lentos e longínquos sendo, desta forma, indispensáveis em qualquer batalha.
Nos parágrafos seguintes, a equipe passa a explicar cada tipo de artilharia criada, começando pela artilharia de tensão. Ela consistia na obtenção de energia a partir de uma mola. A estrutura básica de todas as artilharias de tensão é a transformação da força em energia elástica para, finalmente, energia cinética, por meio de um arco. Porém, estes arcos eram enormes e muito fortes; tão grandes que nenhum braço humano conseguiria armar, logo, foi necessária a criação de uma nova “máquina”, transformando o simples arco em uma catapulta de tensão.

Em seguida a equipe explica a artilharia de tração, que se trata de um mecanismo de artilharia que obtém sua energia a partir de um peso e/ou força muscular. Seu funcionamento é simples: “o braço menor de uma alavanca é puxado para fornecer ao braço mais comprido o ímpeto necessário para lançar o projétil tão longe quanto possível [...] mas tinha pouca precisão”. Nesse mesmo subitem, Pedro e Mario explicam sobre as artilharias de contrapeso, que possuem o mesmo mecanismo das citadas a cima, mas, pelo fato do braço menor da alavanca ser puxado para baixo pela força da gravidade, possuem maior precisão. É o caso do Trebuchet, a maior artilharia já criada. Ela não era muito usada por ser muito grande e difícil de transportar e montar no campo de batalha, apesar de ter um efeito devastador e amedrontar os inimigos.





A equipe Cerco 21 mostra uma detalhada explicação sobre artilharia de torção, que obtém energia por meio da torção de rolos de corda, feitos de pelos de animais ou de tendões, já que na época ambos possuíam as melhores propriedades elásticas. Como exemplo de Artilharia de Torção, Mário e Pedro citam a Balista, uma máquina semelhante a uma besta (arco e flecha horizontal, disparado por gatilho) em escala significantemente maior, que atira grandes dardos (os Scorpios) com alta precisão, pelo fato de ser lançado em alta velocidade. Quando os soldados giram as alavancas da balista, o material elástico é esticado, armazenando energia de forma muito lenta, até que toda essa força é liberada subitamente, fazendo com que o Scorpio preso ao elástico seja lançado em alta velocidade, transformando o dardo em uma arma fatal. Ao contrário da maioria das máquinas de artilharia, a Balista era usada contra infantaria, não contra castelos e muralhas.

Os engenheiros citam também a catapulta, que usa o mesmo princípio de torque, mas o seu alcance prático é obtido por uma típica trajetória de curva parabólica, usando como munição pedras, ao invés de dardos. Diferente da balista, as pedras são lançadas com mais altura e menos velocidade, sendo ideal para ultrapassar muralhas. Outra diferença é que a catapulta usa somente uma alavanca para aplicar força ao material elástico, arremessando o projétil para cima, enquanto a balista utiliza duas alavancas, aplicando mais força e lançando o projétil para frente.
No final do Texto, os autores citam a importância dessas máquinas para a engenharia, visto que eram extremamente modernas e bem projetadas para a época em que eram utilizadas, embora tenham sido desenvolvidos pelos gregos, na tentativa e erro. Por fim, foram os romanos quem as aperfeiçoaram, usando matemática, geometria e física.
No subitem chamado “a Matemática por trás disto tudo”, Mario e Pedro utilizam o conceito de movimento oblíquo para determinar até onde suas criações conseguem lançar um projétil, com que força será lançado e chegará a seu destino, dependendo totalmente do ângulo que será estabelecido.  Para isso, eles comprovam duas formulas físicas que determinam a velocidade de lançamento do projétil em engenhos de torção, e engenhos de contrapeso, respectivamente:


 




Onde F = força aplicada; x = distância percorrida pela corda da posição disparada ou pelo contrapeso da sua altura máxima até à altura mínima; M = massa do contrapeso; m = massa do projétil; g = aceleração da gravidade.

Logo após isso, a Equipe nos apresenta as equações balísticas, as quais “dizem-nos o alcance de um projétil com base no ângulo e velocidade de saída. Em termos muito simples podemos decompor o movimento de um projétil nos seus movimentos horizontais e verticais”, sendo x o movimento horizontal e y o movimento vertical.

Eles ainda apresentam aos leitores um gráfico de como funciona o movimento de um projétil lançado por qualquer uma dessas máquinas de cerco, que constitui-se em um lançamento oblíquo, no qual o projétil atinge sua altura máxima e depois volta a cair. Como esse projétil não é lançado do solo, sempre há uma altura (y) relativa, sua velocidade inicial não será igual a zero, tanto é que no exemplo dado, ela é igual a 1,0.






Portanto, de maneira bem simples eles apresentam a parte história dos engenhos, tornando-se mais complicada a parte física, pois depende de conceitos anteriores de forças, como por exemplo, a força gravitacional, de entendimento de parábolas, entre outros artifícios. De maneira simplificada temos a imagem a seguir, de uma catapulta, que ao lançar um projétil esse descreve um movimento oblíquo:
 
 
 
Bibliografia:





 

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