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22/09/2013

Pilha de Lítio


As pilhas ou baterias que possuem Lítio como seu principal constituinte têm como uma de suas características o fato de serem bem leves, pois o Lítio é o metal menos denso descoberto até o momento (sendo duas vezes menos denso que a água).

Existem dois tipos principais de pilhas de Lítio, sendo uma delas a de Lítio-iôdo. É uma pilha bastante leve, pesando apenas 25 g. Foi desenvolvida principalmente para ser utilizada em marca-passos, pois além de ter uma grande durabilidade (que pode chegar a até 10 anos), ela não solta gases que poderiam ser prejudiciais para o paciente, sendo fechada hermeticamente. Fornece uma voltagem de 2,8 V e uma alta densidade de carga (0,8 Wh/cm³).

 

Sua constituição básica é de:

Anôdo: lítio metálico
Cátodo:
pode ser um complexo de iodo ou uma mistura complexa de soluções, entre elas o cloreto de sulfurila (SOCl2).

Esses dois eletrodos sólidos são separados por uma camada cristalina de iodeto de lítio, por onde a corrente passa do ânodo para o cátodo.

No caso da pilha de lítio-iodo, temos as seguintes semirreações e reação global:

Anôdo: 2 Li(s) →2 Li2+(s) + 2e-

Catodo: 1 I2(s) + 2e-→2 I1- (s)

Global: 2 Li(s) + 1 I2(s) →2 LiI (s)

Já no segundo caso, a reação global é dada por:

4 Li + 2 SOCl2 →4 Li+ + 4Cl- + S + SO2

 

O outro tipo, é a bateria de Íon-lítio, que leva esse nome porque o agente responsável tanto pela redução quanto pela oxidação é o íon lítio (Li+).

São as baterias recarregáveis modernas de celulares e computadores portáteis. A voltagem delas varia de 3,0 a 3,5 V. É recarregável porque o seu processo de descarga é reversível, bastando aplicar uma corrente contínua por meio de um transformador.
 
A durabilidade de sua carga varia de acordo com a quantidade de reagentes. Sua estrutura é mais complexa do que a das pilhas de lítio citadas anteriormente:

Anôdo: átomos dispostos na forma de lâminas em que se inserem os íons lítio (Li+). Os íons lítio se intercalam na estrutura de um óxido lamelar (em forma de lâmina), o LiCoO2.

Cátodo: associação de grafita com cobre. Os íons lítio se intercalam entre estruturas hexagonais de carbono (LiC6).

O eletrólito é constituído de sais de lítio (LiClO4) dissolvidos em solventes orgânicos.

Seu funcionamento consiste no seguinte: os íons lítio que estão em um solvente não aquoso migram do ânodo para o cátodo, ocorrendo as seguintes semirreações e reação global:

Anôdo: 1 I2(s) + 2e-→2 I1- (s)

Cátodo: LixCoO2 (s) + y Li+(s) + y e-→Lix+yCoO2 (s)

Global: LiyC6(s) → 6 C (s) + y Li+ (solv) + y e-

Assim, no momento em que se recarrega essa bateria, o processo é inverso e é provocada a migração dos íons lítio.
 

Células de combustível


          As chamadas células de combustível são células criadas, a partir de estudos, como substituta do combustível fóssil, pois, já que têm como produto de sua reação água e calor, trata-se de um processo altamente limpo do ponto de vista ambiental. Embora estas células tenham um funcionamento parecido com o das pilhas, elas não têm regentes armazenados para transformar energia química em elétrica, sendo os reagentes continuamente injetados. Nela ocorre uma reação de oxidorredução na qual o hidrogênio (anodo) reage com a hidroxila gerando água, e a água por sua vez, reage com o oxigênio e produz hidroxila. Tais reações podem ser expressas nas equações abaixo:

Anódica: H2(g) + 4 OH-(aq) à 4 H2O(l) + 4e

Catódica: 2 H2O(l) + O2(g) +4e à 4 OH-(aq)

Sendo a global ou geral: 2 H2(g) + O2(g) à 2H2O(l)

 
            Existem estudos datados de 1843 por Sir Willian Robert Groove, no qual a célula de combustível foi esboçada usando dois eletrodos de platina. Em uma das extremidades de cada eletrodo ficava em ácido sulfúrico, enquanto as outras extremidades eram seladas em recipientes contendo hidrogênio e oxigênio. Porém, os estudos destas só começaram a ser utilizados a partir de 1958 quando Francis Thomas Bacon desenvolveu um sistema no qual ele substituiu a platina por gaze de níquel nos eletrodos, e trocou o eletrólito de ácido sulfúrico por potássio alcalino, que é menos corrosivo, obtendo uma maior quantidade de energia. Dessa maneira, criou-se a possibilidade dessa célula ser utilizada como combustível espacial.

            Na década de 60, o homem sonhava em realizar uma viagem espacial tripulada, porém, um dos maiores problemas era dificuldade de se armazenar água suficiente para a viagem inteira. A solução para tal questão foi encontrada na utilização da célula de combustível, cuja água, produto de sua reação, poderia ser ingerida pelos astronautas.

            O problema da célula de combustível está no armazenamento de hidrogênio puro, já que este é extremamente explosivo. Além disso, a obtenção de hidrogênio puro é feita de hidrocarbonetos (já que hidrogênio puro não é encontrado na natureza), e essa produção pode gerar resíduos prejudiciais, como monóxido de carbono. Uma forma ecológica de se obter a molécula de hidrogênio pura é a partir da quebra da ligação entre oxigênio e hidrogênio presente na água, porem essa quebra necessita de grande energia, tornando assim, o processo caro.

            A utilização da célula de combustível como fonte de energia para a locomoção de veículos, por exemplo, diminuiria de forma extremamente significante as emissões de gases poluentes, como o CO2, mesmo com a poluição gerada para extrair o hidrogênio de outros compostos químicos.

            Nos dias atuais os estudos em relação a essa forma de combustível vêm sendo amplamente explorada, em algumas cidades do planeta (como por exemplo, Vancouver no Canadá e Chicago nos EUA), essa forma de combustível já é utilizada no transporte coletivo.

21/09/2013

Jogo, sangue e manipulação




Notícia bombástica: menino de apenas 13 anos mata pai e mãe, ambos policiais treinados, dirige o carro da família tranquilamente até a escola, volta para casa após as aulas e só então comete suicídio.
Reação popular: "mas que notícia ridícula".
Matéria seguinte lançada na mídia: menino assassino jogava o jogo Assassin's Creed. Teria sido esse o motivo de sua violência?
Reação dos pais e mães brasileiros: "Meu Deus! Esses videogames estão estragando os jovens do mundo! Isso é uma praga!"
Reação dos outros 8 milhões de jogadores de Assassin's Creed pelo mundo: "mas que notícia ridícula."
Resposta da mídia: tirar a matéria do horário nobre.

A mania de pessoas mais velhas de culparem a juventude pelos males do mundo não é de hoje. A insistência de jogar a culpa de algo em nosso dia-a-dia sobre outra pessoa, instituição ou até mesmo um jogo virtual é algo presente na humanidade.
O caso do episódio acima é simples: uma manipulação do povo brasileiro, uma tentativa falha de explicar uma história cheia de falhas e possivelmente cercada de outros interesses políticos e o desespero para imediatamente "tirar o seu da reta".
Em pleno ano de 2013, o brasileiro já não deveria mais se submeter a ser enganado como tem sido. Deveríamos já ter aprendido a suspeitar de nosso governo eternamente corrupto, de nossa mídia eternamente interesseira. Infelizmente, as críticas aos jogos virtuais viraram foco de atenção após essa estratégia da mídia.
As pessoas querem respostas rápidas. Querem achar e punir culpados, sem pensar duas vezes sobre certo ou errado. O que é mais fácil: culpar um jogo de computador pelo assassinado de dois policiais, ou admitir a si mesmo que cada "boa noite" do Jornal Nacional é uma mentira?

19/09/2013

Pilha de Daniell

Pilha é um sistema em que a energia química é transformada de modo espontâneo em energia elétrica.
O químico e meteorologista inglês John Frederic Daniell (1790-1845) construiu uma pilha diferente da até então conhecida na época: a pilha de Alessandro Volta. Nesta pilha ele interligou dois eletrodos, que eram sistemas constituídos por um metal imerso em uma solução aquosa de um sal formado pelos cátions desse metal.
Um dos eletrodos, o eletrodo de cobre, era constituído de uma placa de cobre mergulhada em uma solução de sulfato de cobre (CuSO4). O outro eletrodo era o de zinco, constituído de uma placa de zinco mergulhada em uma solução de sulfato de zinco (ZnSO4).
Esses dois eletrodos foram interligados por um circuito elétrico que continha uma lâmpada, pois se ela acendesse, indicaria o surgimento de uma corrente elétrica.
Além disso, havia uma ponte salina entre elas. Essa ponte era constituída de um tubo de vidro em U contendo uma solução aquosa concentrada de um sal bastante solúvel, como o cloreto de potássio (KCl(aq)),por exemplo. As extremidades do tubo são revestidas com um algodão ou com ágar-ágar.
Com o circuito fechado, a lâmpada se acende e após, algum tempo, a placa de zinco é corroída e tem a sua massa diminuída, já na de cobre ocorre o contrário, sua massa aumenta (conforme a figura abaixo). Nota-se também que há um aumento da concentração em mol/L dos íons Zn2+ e uma diminuição dos íons Cu2+.

18/09/2013

A pilha alcalina

Hoje, em nosso cotidiano, a pilha mais popular é a pilha alcalina, que é um tipo de fonte portátil de energia, a mesma é apropriada para equipamentos que requerem descargas de energia rápidas e fortes, como brinquedos, câmeras fotográficas digitais, MP3 players, etc.
Essas pilhas recebem esse nome por serem feitas a partir de bases, as mesma tem d.d.p. com o valor de + 1,5 V e não são recarregáveis
Sua composição é basicamente composta por um ânodo de zinco imerso em uma solução alcalina de hidróxido de potássio ou de hidróxido de sódio, além de um cátodo de dióxido de manganês coberto por uma capa de aço niquelado e também de um separador feito de papel e de um isolante de nylon.
Nesse caso, a reação global e as semirreações que garantem o funcionamento dessa pilha são:

Ânodo: Zn + 2 OH →  ZnO  + H2O + 2e-
Cátodo: 2 MnO2 + H2O + 2e- → Mn 2O3 + 2 OH
Reação global: Zn   +2 MnO2 →  ZnO  + Mn 2O3


As pilhas alcalinas podem durar mais 5 à 8 vezes a mais do que a pilha ácida. Isso se deve a pincipalmente três consequências do uso do hidróxido de potássio:


O uso da pilha alcalina ainda se torna mais seguro por outro motivo: o eletrólito alcalino impede que ocorram reações quando a pilha não está em uso, ao contrario da pilha ácida, que além de tudo em sua composição há metais pesados e tóxicos que podem fazer muito mal à saúde.
A pilha alcalina é capaz de fornecer correntes mais elevadas, tem ótimo desempenho em baixas temperaturas, bom rendimento em equipamentos de alto consumo e excelente proteção contra vazamentos. Ela não sofre reações paralelas durante o período de armazenamento, podendo ser guardada por até quatro anos, mantendo cerca de 80% de sua capacidade original.
Isso tudo só aconteceu por causa de um cientista chamado Samuel Rubens, que na década de 40 inventou a pilha alcalina pela empresa Mallaroy (atual Duracel). Até 1989, a típica pilha alcalina continha mais de 1% de mercúrio. O mercúrio (juntamente com o chumbo, cobre, zinco, lítio, cádmio, níquel e manganês) é considerado um metal perigoso à saúde humana e ao meio ambiente. Em altos teores, o mercúrio pode prejudicar o cérebro, o fígado, o desenvolvimento de fetos, e causar vários distúrbios neuropsiquiátricos. Mas em 1990, pelo menos três grandes fabricantes de pilhas domésticas começaram a fabricar e vender pilhas com percentagens de mercúrio inferiores a 0,025%.
Os fabricantes já desenvolveram pesquisas e tecnologias para controlar e reduzir o número de poluentes nas pilhas alcalinas. E como não oferecem risco à saúde e nem ao meio ambiente, depois de esgotadas elas podem ser dispostas junto com os resíduos domiciliares. Portanto, essas pilhas não precisam ser recolhidas e nem depositadas em aterros especiais.


12/09/2013

G-20 e a questão da Síria



Semana passada líderes do G-20 se reuniram na Rússia para mais um de seus encontros. Antes de tudo é valido relembrar o que é o famoso G-20: um grupo que foi criado em 1999, após as sucessivas crises financeiras da década de 1990. Visa favorecer a negociação internacional, integrando o princípio de um diálogo ampliado, alem de outros interesses. A respeito desse o Banco Central do Brasil diz:G-20 é um fórum informal que promove debate aberto e construtivo entre países industrializados e emergentes sobre assuntos-chave relacionados à estabilidade econômica global. O G-20 apoia o crescimento e o desenvolvimento mundial por meio do fortalecimento da arquitetura financeira internacional e via oportunidades de diálogo sobre políticas nacionais, cooperação internacional e instituições econômico-financeiras internacionais.”

Em um encontro de cúpula da ultima semana trouxe a tona um assunto bastante comentado atualmente: A Síria. O que acabou gerando divisões entre alguns países. Como temos observado A República Árabe Síria enfrenta, desde março de 2011, uma guerra civil que já deixou pelo menos 110 mil mortos, destruiu a infraestrutura do país e gerou uma crise humanitária regional, conforme informações do portal de notícias G1. 

Durante as discussões na cúpula, os países que manifestaram comprometimento com uma ação militar na Síria foram apenas os Estados Unidos e a França. Já a China e a Rússia dizem que qualquer ação sem o aval da ONU seria ilegal. Um porta-voz da Presidência russa afirmou que o G20 está dividido "ao meio", com alguns países buscando uma ação apressada, enquanto outros preferem tramitar pelo Conselho de Segurança da ONU.
Essa decisão dos Estados Unidos vem baseada na acusação contra as forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, por ter matado 1.429 pessoas em um ataque com gás no dia 21 de agosto nos subúrbios de Damasco. Porem o Presidente culpa os rebeldes.


Para apimentar um pouco as divisões o uso das redes sociais foi bastante significativo. Rússia e Estados Unidos iniciaram um duelo verbal sobre a Síria no Twitter, no qual deixaram claro que suas posturas sobre uma possível ação militar contra o país árabe continuam sendo opostas.

“Este é exatamente o argumento que utilizou o governo Bush para explicar sua agressão contra o Iraque. O resultado já o conhecemos", disse Alexei Pushkov, chefe do Comitê das Relações Exteriores da Câmara dos Deputados da Rússia, em sua conta no Twitter.

Sem demora o embaixador dos EUA retrucou: "Falsa analogia. Ao contrário de 2003, ninguém dúvida que o regime (de Bashar al-Assad) tem armas (químicas) e que as usou. Nós não invadiremos"

Ainda insistindo no caso o deputado russo comentou: "Correta analogia: Bush estava buscando um pretexto para invadir o Iraque, Obama procura um pretexto para derrubar Assad".

"As falsas analogias são muito perigosas. Isso não é verdade. Obama não procura derrubar Assad. Tenta defender as normas internacionais sobre o não uso de armas químicas. A mudança de regime não é o objetivo. Escute Obama", replicou McFaul. E as discussões não pararam por ai, Pushkov continuou dizendo que os Estados Unidos agem como se todos apoiassem o ataque.  

Fora dessa discussão os Estados Unidos afirmaram que não vão esperar relatórios da ONU para tomar uma atitude e que não voltaria atrás no que disseram anteriormente em que fosse necessário chegar a uma terceira guerra mundial. A China advertiu que uma intervenção militar na Síria vai prejudicar a economia mundial e elevar o preço do petróleo, reforçando a tentativa do presidente russo, Vladimir Putin, de convencer o presidente dos EUA, Barack Obama, a desistir de realizar ataques aéreos. Como a Rússia, um dos principais fornecedores de armas à Síria, a China tem poder de veto no Conselho de Segurança da ONU. Assim, Obama não deve obter a aprovação do Conselho de Segurança para uma ação militar na Síria, mas está buscando a aprovação do Congresso dos EUA.





30/08/2013

Black bloc


O black bloc é o nome dado a uma estratégia de manifestação e protesto anarquista, na qual grupos usam mascaras e se vestem de preto fazem protestos em manifestações anti-capitalistas.

No Brasil, tais grupos estão cada vez mais freqüentes devido as protestos ocorrentes, com coquetéis molotov nas mãos o grupo é composto por pessoas de periferia, punks e até garotas usando tênis da Farm. É um grupo pequeno, mas que, engrossado por vândalos de ocasião, em algumas capitais tem transformado a baderna e a violência em uma assustadora rotina.

As roupas e máscaras negras que dão nome à estratégia são usadas para dificultar ou mesmo impedir qualquer tipo de identificação pelas autoridades, também com a finalidade de parecer uma única massa.

Black blocs se diferenciam de outros grupos anti-capitalistas por rotineiramente se utilizarem da destruição da propriedade privadas para trazer atenção para sua oposição contra corporações multinacionais e aos apoios e às vantagens recebidas dos governos ocidentais por essas companhias.

Muitos dos black blocs desprezam qualquer movimento político sendo ele organizado, à direita ou à esquerda. Mas, ao menos no Brasil, o fato de saberem do que não gostam não quer dizer que saibam o que querem.

O grupo surgiu nos anos 80, na Alemanha, no período da Guerra Fria sacudida por protestos antinucleares. Naquele tempo, os black blocs diziam ter um objetivo diferente do atual: o de servir de “escudo humano” para os manifestantes que desafiavam a polícia e apanhavam dela.

Mas o contexto mudou. No fim da década de 90, com o Muro de Berlim despedaçado, o marxismo em baixa e o anarquismo em alta, os black blocs aterrissaram nos Estados Unidos e no Canadá com gritos bem mais radicais: pela destruição da propriedades, do governo e das empresas privadas.

No Brasil, os primeiros integrantes dos black blocs viviam nos moldes das antigas comunidades hippies, em bairros como Perus, na Zona Norte de São Paulo. Politizados e interessados por história, liam livros como Manual do Guerrilheiro Urbano, de Carlos Marighella, e The Black Bloc Papers, que conta o histórico do bando.

Por aqui, a tática usada pelo grupo nos últimos atos obedece ao padrão de ação dos precursores europeus e americanos. Em turmas de cerca de 100 pessoas, os black blocs assumem a linha de frente dos protestos, a pretexto de compor uma barreira entre os manifestantes e os policiais.
De braços cruzados, movem-se como uma massa uniforme em direção às barreiras de segurança. Quando a polícia se aproxima, emitem em coro e de forma ritmada grunhidos semelhantes a um grito tribal. Nesse momento, alguns membros lançam morteiros, coquetéis molotov e pedras com estilingues.

O objetivo é provocar a polícia. Quando ela reage, eles se dividem: uma turma parte para cima e a outra foge para pichar muros, atear fogo em latões de lixo e destruir estabelecimentos, preferencialmente bancos, concessionárias de carros, lanchonetes de cadeia e tudo o que considerarem “símbolos do capitalismo”.
Existe vários exemplos espalhados pelo mundo em diversas épocas, veja só:
20/abr/2001 – Encontro da Cúpula das Américas, Quebec (Canadá)
Carregando uma faixa em que se lia que “o capitalismo não pode ser reformado”, uma centena de black blocs chegou a derrubar a cerca de arame que separava os manifestantes dos participantes do encontro.

20/jul/2001 –  Encontro do G8, Gênova (Itália)
Anarquistas vindos de diversas partes da Europa encontraram-se em Gênova, onde acontecia a reunião do G8, para protestar contra a globalização. Houve confronto com a polícia, e o anarquista italiano Carlo Giuliani, integrante dos black blocs, foi morto a tiros por um policial.

6/jun/2007 – Protesto contra o G8, Hamburgo (Alemanha)
Milhares de pessoas, a maioria participante do black bloc, protestaram contra a reunião do G8 em um balneário na região norte do país. Os manifestantes bloquearam várias rodovias alemãs para dificultar o acesso aos chefes de estado.

26/jun/2010 – Encontro do G20, Toronto (Canadá)
Os black blocs destruíram lojas de roupas, como a American Apparel e a Adidas, e cafeterias Starbucks. Além disso, atearam fogo em quatro carros de polícia – mais de 150 pessoas foram detidas.

25/jan/2013 – Ato contra a Irmandade Muçulmana, Cairo (Egito)
Ao lado de milhares de pessoas que tomaram a Praça Tahir em protesto contra o primeiro governo eleito do Egito, os black blocs atuaram pela primeira vez em um país árabe. O governo os acusou de promover o terrorismo e mandou vários manifestantes para a prisão.

11/jul/2013 – Rio de Janeiro (Brasil)
Na esteira dos protestos que dominaram o país em junho, cerca de 300 mascarados tomaram o centro da cidade, misturados a outros manifestantes, e promoveram um quebra-quebra sem alvo aparente. Pela primeira vez, chegaram às manchetes dos jornais. A partir daí, eventos parecidos ocorreram em São Paulo, Fortaleza, Distrito Federal e Porto Alegre.


Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/o-bando-dos-caras-tapadas-quem-sao-os-manifestantes-baderneiros-do-black-bloc-que-saem-as-ruas-para-quebrar-tudo/ 
 

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