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23/05/2013


O funcionamento das Impressoras a Jato 



Por Domiciano Corrêa Marques da Silva - Graduado em Física

Domiciano Corrêa nos mostra como podemos associar a física que aprendemos na escola com aparelhos do cotidiano
Conforme o artigo de Corrêa “alma” das impressoras a jato o cilindro de metal coberto com uma fina camada de material fotocondutor, que pode ser eletricamente carregado. Primeiramente explicou que ao ligar uma copiadora, o cilindro é carregado positivamente através de um fio que faz a retirada de elétrons. A superfície do material que está em contato com o metal adquire uma carga negativa e permanece carregada enquanto estiver no escuro. Se uma parte for iluminada, ela perde a carga superficial, tornando-se eletricamente neutra naquela área.
O autor explicou também que as copiadoras iluminam a página a ser copiada com uma luz muito intensa. A imagem da página é projetada para a superfície do cilindro por meio de um sistema de lentes. Assim, as partes mais iluminadas perdem carga elétrica enquanto as partes menos iluminadas permanecem carregadas com cargas negativas, conseguindo uma imagem eletrostática da página.
Continuando a explicação sobre o processo de cópia, o cilindro recebe uma fina camada de um pó também muito fino carregado negativamente. Nas partes do cilindro que tiverem sido carregadas, o pó fino fixa-se em razão das forças de atração elétrica. O pó é chamado de toner e forma na superfície do cilindro uma imagem igual a que foi projetada inicialmente pelo sistema de lentes.
Corrêa explica o ultimo passo: a transferência da imagem para o papel. Isso é feito carregando o papel com cargas positivas antes que ele entre em contato com o cilindro. Por fim, prensa-se o papel contra o cilindro, fazendo com que o toner seja transferido para sua superfície. E, por último, a fim de fixar o toner no papel, aquece-se o papel até a temperatura de fusão do toner, quando novamente o papel é prensado por dois rolos metálicos. Assim, a imagem fica permanente no papel.


Domiciano nos apresenta em seu texto informações sobre a impressora, essa máquina na qual tem grande importância em nosso dia a dia, de maneira direta e clara que ajuda a compreender facilmente o funcionamento dela por meio da física.





A Física nos Parques de Diversão: Montanhas Russas


O artigo publicado pelo Professor Associado ao Departamento de Engenharia Mecânica da PUC (RJ) trata-se da física nos Parques de Diversão, dando ênfase em como funcionam as montanhas russa. Este artigo foi baseado nos artigos da Profa. Carole Escobar, publicado no “The Physics Teacher”, de outubro de 1990 e o do Prof. Jearl Walker, publicado no “Scientific American”, novembro de 1982.

Segundo o autor, o passeio começa com o trem sendo puxado até o ponto mais alto do brinquedo (que é o ponto de máxima energia potencial). Em seguida o trem é trazido de volta ao chão e ao repouso. Considerando que o trem se comporta como uma peça única, a velocidade máxima a ser alcançada, desconsiderando

atritos de toda a espécie, é determinada pelo princípio de conservação da Energia Mecânica:

ΔEpotencial = ΔEcinetica

Se a velocidade no ponto mais alto (ho), for Vo, teremos que a velocidade em um ponto (h) será dada por:

                                             V(h)² = Vo² + 2g(ho-h)
Tudo isso levando em consideração que  o atrito aerodinâmico devido ao ar e atrito ao longo dos trilhos reduzem um tanto tal valor.

O primeiro resultado interessante, consequência da análise anterior, é que a velocidade de queda independe do número de pessoas (isto é, da massa total) que estão no trem: tanto faz se o trem estiver vazio ou não, o “prazer” do passeio será o mesmo.

Como mostrado na Figura abaixo, a inclinação da pista é variável. Inicialmente ela é zero (no ponto 1), cresce até o seu valor máximo, que determina o ângulo efetivo da pista (ponto 2), tornando a decrescer até o ponto de mínimo (ponto 3). Por exemplo,se o trem está no alto da primeira colina (ponto 1 da figura 2). A velocidade (horizontal) do trem é mínima e a aceleração promovida pela queda do primeiro carro é ainda pequena, pois a inclinação local da pista é ainda pequena ( 1θ ≈0).


A aceleração será máxima quando todo o trem estiver na região central, indicada pela posição 2 da figura.  A inclinação ali é a da própria pista. Eventualmente, o primeiro carro atinge a região do ponto 3, de máxima velocidade e aceleração nula (isto é, 3θ ≈0 e a 0 ≈ ).


Você concordará certamente que em um “certo” instante, os carros estarão igualmente distribuídos ao longo da pista, no entorno do ponto 4, metade para cada lado (ou seja, alguns começando a subir e os demais terminando de descer). A aceleração ali será nula e a velocidade máxima. À medida que mais carros começam a subir a colina, a velocidade do trem começa a diminuir, alcançando sua menor velocidade no topo da mesma. Sem as perdas por atrito, o trem seria capaz de subir qualquer número de colinas de mesmo tamanho (altura) que a colina inicial. Como isto não é o caso, a solução é fazer com que as colinas seguintes sejam todas menores. Considerando que nos pontos mais altos das colinas, a velocidade é quase nula, poderemos estimar as perdas por atrito no trecho pela diferença de cotas entre os dois pontos, que é proporcional à diferença de Energia Potencial. Como as velocidades são muito pequenas, nestes pontos temos:

Em suma, podemos considerar que há dois tipos de projetos: pista rápida, sem subidas após a primeira mas cheia de curvas e quedas rápidas ou pista lenta, com subidas e descidas sucessivas, que tendem a reduzir a velocidade média. Sempre uma troca entre as energias cinética e potencial. Cinética das Rotações  Pela Primeira Lei de Newton, um objeto manterá seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha reta, se não estiver submetido à ação de forças externas não equilibradas. Como corolário (consequência), precisamos de uma força para mudar a velocidade, seja em módulo (isto é, em valor), seja na sua direção (lembre-se que a velocidade é um vetor). Considerando novamente a Figura 3, podemos indicar que no ponto 4, o vetor velocidade é horizontal, enquanto que no ponto 5, na subida da pista, a velocidade é ascendente:


Houve assim uma alteração de velocidade (bem, pelo menos na direção, se desconsiderarmos a diferença de cota e o atrito). A força necessária para que isto ocorra é transmitida pela pista.
Imaginando uma curva, teremos que considerar a força centrípeta:

Naturalmente, para uma pista reta, o raio de curvatura é infinito, como sabemos, e com isto, a reação da pista é exatamente igual ao peso do trem (e passageiros). O mesmo conceito se aplica ao loop da montanha russa. Veja:

Como pode ser visto, a força aplicada pela pista no alto é nula mas o carro não cai, como sabemos. Pelo equilíbrio de forças, podemos escrever que:

Qual será a menor velocidade na entrada do loop para que o trem consiga completá-lo, isto é, para que ele não caia lá do alto? Vamos pensar na conservação de energia (desprezando atritos) para facilitar. No ponto de entrada do loop, de velocidade Vb, temos que a energia cinética associada vale:

 Assim,

De posse desta nova informação, poderemos calcular a força da pista sobre o trem. Embaixo, temos pelo equilíbrio das forças que:



Como a tensão provocada pela pista é maior que o peso, a força líquida resultante aponta para o centro do loop e o movimento circular se inicia. No ponto médio do loop, a tensão da pista e a aceleração centrípeta são horizontais, onde o Princípio da conservação de energia entre o ponto mais baixo do loop (de velocidade Vb) e o ponto de altura R foi utilizado. Substituindo os valores, obtemos que no ponto de cota h = R, a tensão da pista vale:

T = 3 mg

Do alto a velocidade do trem é pequena (baixa energia cinética). Ela aponta para baixo, na mesma direção do peso (ao contrário do que acontece embaixo).

Para evitar que o trem caia, há dois conjuntos de rodas, uma superior e a outra inferior.

Como foi visto, a tensão na parte de entrada no loop é muito elevada, da ordem de 6
vezes o peso (cada passageiro irá sofrer esta força mas a pista deverá estar preparada para esta solicitação). No tocante aos passageiros, esta é uma força muito elevada, que causa desconforto (se considerarmos o atrito, este valor irá diminuir mas mesmo assim, é uma força muito grande). Por outro lado, por segurança, o projeto é feito de forma que a velocidade no alto é maior que a calculada, o que só faz aumentar a força sobre os passageiros.

A solução foi usar um outro tipo de curva, não mais circular. A solução mais comum é
uma pista como a mostrada abaixo (helicoidal) que tem um raio de curvatura menor no alto que na base, o que reduz todas as velocidades (mas não ao ponto de reduzir as sensações, claro) e reduz as forças sobre os passageiros, o que foi ótimo.

07/04/2013

Zyklon B


O assassino em massa da 2° guerra

Por Richard J. Green
O dados do artigo a seguir pode ser encontrados no livro de John C. Zimmerman entitulado como "Holocaust Denial: Demographics, Testimonies and Ideologies"

De acordo com Green o agente causador da morte nos campos de concentração de Auschwitz e Birkenau, foi um tal de "Zyklon B" que é um agente extremamente tóxico composto de HCN(ácido cianidrico), Cl(Cloro) e N(nitrogênio)
Em 1994 um estudo no Instituto de Pesquisa Forense de Cracóvia,publicado no jornal Z Zagadnien Sqdowych z. XXX, 1994, 17-27,comprova a presença de HCN nas paredes dos campos de concentração de Auschwitz e Birkenau.


"Numa campanha muito difundida para negar a existência de campos de extermínio com câmaras de gás os "revisionistas" recentemente começaram a usar os resultados de exames de fragmentos de ruínas dos ex-crematórios. Esses resultados (Leuchter, Rudolf) alegadamente provam que materiais sob examinação não tinha estado em contato com cianeto, diferentemente de fragmentos da parede dos locais de despiolhamento nos quais os revisionistas descobriram consideráveis porções de compostos de cianeto. Pesquisa sistemática, envolvendo os melhores métodos analíticos sensíveis, empreendido pelo Instituto confirmaram a presença dos compostos de cianeto em todos os tipos de ruínas de câmaras de gás, até mesmo no porão do Bloco 11 em Auschwitz, onde primeiramente, gaseamentos experimentais de vítimas por meios de Zyklon-B teriam sido realizados. A análise de controle de amostra, tiradas de outros lugares (especialmente de alojamentos) renderam de modo inequívoco resultados negativos. Por causa da interpretação vários experimentos em laboratório foram feitos."
Trecho retirado do site: (HOLOCAUSTO-DOC.BLOGSPOT.COM)

Como o zyklon B foi criado?
por Nizkor Project

Duas firmas alemãs, Tesch/Stabenow e Degesch, produziram o gás Zyklon B depois de elas terem adquirido a patente da Farben. Tesch fornecia duas toneladas por mês, e
Degesch três quartos de uma tonelada. As firmas que produziam o gás já tinham experiência extensiva em fumigação.
"Em suma, esta indústria usava gases muito potentes para exterminar roedores e insetos em espaços fechados; que ela agor devesse ter se envolvido em uma operação
para matar os judeus às centenas de milhares não é um mero acidente." (Hilberg, Commandant, 567)

Como ele funciona no nosso organismo?


O zyklon 8 é um gás extremamente venenoso que interfere nas  nossas células pulmonares,o cianeto impede que as células produzam ATP,porque ele de certa forma ''cega'' umas das proteínas envolvidas no processo de transporte de elétrons,o Citocromo C  Oxidase.





Holocausto e Santa Maria: mesmo gás, situações diferentes

Infelizmente, no dia 27 de janeiro 2013, lembranças já há muito amortecidas, vieram a queimar novamente. No último domingo do mês, 241 jovens morreram de maneira brutal como já havia acontecido nas câmaras de extermínio comandadas por Adolf Hitler.
 
  • Como funcionavam as câmaras de gás na 2ª Guerra Mundial?




A forma mais eficaz que Adolf Hitler encontrou de executar milhões de pessoas foram as câmaras de gás. Elas funcionavam da seguinte forma: alguns oficiais da SS (“polícia militar” de Hitler) chamavam os prisioneiros para tomar um banho e colocar roupas limpas. Junto com o banho era liberado pela ventilação, o gás mortal – Gás cianídrico (conhecido na época como Zyklon B.). A morte era “lenta” e dolorosa, demorava alguns minutos e antes do óbito por asfixia celular, ocorriam crises convulsivas, sangramento e perda das funções fisiológicas. Após trinta minutos, com todos na câmara, já mortos, os oficiais sugavam o gás para a retirada dos corpos, que no começo eram enterrados, mas depois para evitar acusações de crimes de guerra, os corpos começaram a ser queimados.
Porém, as câmaras de gás não foram as primeiras formas utilizadas para realizar o extermínio. Anteriormente a elas, os prisioneiros eram trancados em caçambas de caminhões e o monóxido de carbono eliminado pelo escapamento era jogado dentro dela. Mas, conforme a quantidade de prisioneiros aumentava as caçambas ficaram pequenas. Logo a técnica foi passada para salas trancadas que comportavam em média 800 pessoas, e dali não demorou muito para o monóxido de carbono ser substituído por gás cianídrico, mais barato e eficiente. A primeira utilização do gás cianídrico foi em 1941 em prisioneiros russos.
 
  • O que ocorreu em Santa Maria?
 
 Por volta das 2h da manhã do dia 27 de janeiro de 2013 após o lançamento de um sinalizador por parte do vocalista da banda Gurizada Fandangueiro, iniciou-se um incêndio que rapidamente se espalhou graças ao material altamente inflamável e de má qualidade utilizado no revestimento acústico da boate Kiss. Essa espuma ao entrar em contato com o fogo liberou HCN e CO o que causou asfixia celular naqueles que não conseguiram sair pela única porta existente no local. A espuma foi encontrada em aproximadamente um terço da boate, mais do que suficiente para transformar a pequena casa noturna em uma grande câmara de gás de forma não intencional. Existem materiais resistentes ao fogo para esse tipo de revestimento, porém seu valor é muito mais elevado do que o utilizado para revestir a boate.
 
  • Como acontece a morte pelo gás cianeto?

  Tanto os jovens quanto os prisioneiros morreram por asfixia celular, uma característica marcante da morte por cianeto.
            O cianeto rigorosamente puro é estável, diferentemente dos comercializados. A espuma de poliuretana utilizada como isolante sonoro na boate Kiss, é composta por uma estrutura de isocianato. Esta quando é aquecida libera cianeto, que em contato com o vapor de água transforma-se em ácido cianídrico. Foi exatamente isso que ocorreu a boate em Santa Maria, através de um incêndio ocasionado pela utilização de um sinalizador para efeitos pirotécnicos.

    A intoxicação por gás cianeto pode ocorrer tanto pela inalação e ingestão, como via cutânea (pela pele). Além de ele ser inodoro e incolor, fazendo com que seja ainda mais perigoso. Sua alta toxicidade se deve ao fato dele se ligar as moléculas de ferro presentes nas hemoglobinas, bloqueando então a cadeia de transporte de oxigênio e gerando uma parada de respiração interna: “É como se as células estivessem com falta de ar. Existe o oxigênio, mas elas não conseguem usar”, explica o farmacologista Daniel Junqueira Dorta, professor do departamento de química da USP de Ribeirão Preto e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Toxicologia. Portanto, ao invés de transportar oxigênio para o tecido, as hemácias passam a transportar o ácido cianídrico, desta forma matando as pessoas expostas por sufocamento.



  • E por CO?

O nosso organismo após inalar a fumaça tóxica de monóxido de carbono (gás gerado na queima de substâncias orgânicas) tenta combater a fumaça que neste momento já esta dentro do pulmão, ao fazer isso, ela acaba por romper o tecido pulmonar, fazendo com que onde deveria entrar o ar, tenha sangue. “Nesses casos, as pessoas ficam com as extremidades arroxeadas por causa da falta de oxigenação” afirma Dorta. Podemos simplificar sua ação desta forma:



Na tragédia da boate Kiss os dois aconteceram ao mesmo tempo, fazendo com que as pessoas que não saíram em aproximadamente 4 minutos, não tivessem chances de sobreviver. Já na segunda guerra mundial nos campos de concentração, as vítimas do extermínio morreram de forma mais lenta, e não tiveram a possibilidade de lutar pela sua vida.
Relacionando essas duas tragédias, podemos citar o fato de que, no holocausto, as vítimas morriam de forma premeditada e muito bem elaborada, já na boate Kiss, graças a pouca infraestrutura e uma série de pequenos falhas e descuidos, levaram de maneira não intencional ao mesmo fim que milhões de pessoas tiveram nas câmaras de gás.

 
Bibliografia


06/04/2013

Polarização

Na resenha de hoje falaremos sobre o artigo de Marshall brain, que é o fundador do HowStuffWorks (EUA) e Bacharel em Engenharia Elétrica pelo Rensselaer Polytechnic Institute e mestre em Ciência da Computação pela Universidade da Carolina do Norte,sobre tipos de fita e polarização de gravação.
Abaixo temos a imgem de um controle de um toca-fitas moderno para diferentes tipos de polarização e gravação. E essa imagem foi utilizada pelo autor, que mesmo com as palavras em inglês conseguimos entender com o decorrer do artigo.

No segundo parágrafo o autor escreve sobre os tipos de formato das fitas e aqui são eles:
tipo 0 - esta é a fita original de óxido férrico. É muito raro vê-la nos dias de hoje;
tipo 1 - esta é uma fita padrão de óxido férrico, também chamada de "polarização normal de gravação";
tipo 2 - esta é uma fita de "cromo" ou CrO2. As partículas de óxido férrico são misturadas com dióxido de cromo;
tipo 4 - esta é uma fita de "metal". Partículas metálicas em vez de partículas de óxido férrico são usadas nesta fita.
No terceiro parágrafo o artigo se torna mais escrito, sem muitas definições rápidas, e nele, o autor explica que a qualidade sonora é melhor de acordo com a mudança de tipo, sendo o de metal com a melhor qualidade mas lembra que um toca-fitas precisa de uma configuração especial para fitas de metal.
Logo após o autor volta a falar sobre o controle de um toca-fitas, explicando ao leitor que o toca-fitas pode ser adaptado para que tenha uma melhor qualidade de som.
O autor começa a falar sobre o segundo tema,polarização de gravação, dando primeiro a definição: é um sinal especial que é aplicado durante a gravação. Após isso começa a explicar parte a parte sobre o que é a polarização, ele diz que os primeiros gravadores simplesmente aplicavam o sinal de áudio no eletroímã o cabeçote, lembrando que isso apesar de funcionar, causava distorções em sons de baixa frequência. Ele fala sobre os primeiros gravadores e volta a definição de polarização e assim conclui o texto, dizendo que essa polarização 'move' o sinal gravado na "porção linear" da curva de magnetização da fita e que esse movimento significa que a fita reproduz o som gravado de forma mais fiel.


O autor americano utilizou um modelo rápido e fácil para que o leitor entenda o assunto rapidamente, porém não podemos dizer se ele utilizou palavras fáceis pois este é um artigo traduzido. Porém sabemos da qualidade do artigo devido às graduações do autor.


De Marshall, Brain. Polarização, disponivel em <http://eletronicos.hsw.uol.com.br/cassete3.htm>.

Eletricidade e a Química.



                                                       Eletricidade e a Química.


O artigo desenvolvido por Maria da Conceição destaca a importância da energia elétrica no desenvolvimento das sociedades humanas e nas suas relações. De modo resumido, é apresentada a trajetória que levou à compreensão da eletricidade e à sua utilização na descoberta de novos elementos químicos, bem como a contribuição dos estudos do fenômeno elétrico para uma maior aproximação entre a química e a física.



Energia é definida como a capacidade que os objetos ou sistemas têm de realizar trabalho ou o que se deve fornecer/retirar de um sistema material para transformá-lo ou deslocá-lo. A manifestação da energia pode ocorrer em diversos fenômenos levando-a a assumir variados significados como: calor, luz, trabalho, movimento etc.

Das mais variadas formas apresentadas, calor e eletricidade foram de grande importância para o desenvolvimento técnico - cientifico ao longo dos tempos.

A sociedade moderna só existe a partir da eletricidade, que é responsável pela iluminação, aquecimento, comunicação etc.

No século 17, impulsionados pela construção de aparelhos que ficaram conhecidos como máquinas ou geradores eletrostáticos, as quais foram utilizadas para gerar cargas elétricas na forma de centelhas, permitindo a utilização deste tipo de eletricidade em diversos experimentos.



Em 1729, Stephen Gray descobriu o importante fenômeno da condução elétrica e distinguiu os corpos condutores de eletricidade e os não-condutores ou isolantes.


No mesmo século surgiu a proposta do físico francês Charles François de divisão da eletricidade em dois tipos: resinosa e vítrea. Objetos contendo eletricidade resinosa eram atraídos por objetos com eletricidade vítrea e vice versa.  E objetos com mesmo tipo elétrico eram repelidos.

Em meados do século 18 As centelhas elétricas passaram a ser usadas para produzir reações químicas. Este recurso foi utilizado, por exemplo, na síntese da água realizada pelo químico inglês Henry Cavendish; através da combinação dos gases hidrogênio e oxigênio após a passagem da centelha na mistura de reação



Muitas tentativas passaram a ser feitas para justificar a formação de compostos químicos,incluindo a interação entre cargas positivas e negativas, e elas seriam responsáveis pelas combinações químicas e foram chamadas de forças de afinidade.


O químico Jöns Jacob Berzelius propôs uma teoria elétrica para as reações químicas de acordo com os átomos de cada elemento que possui uma carga elétrica e polaridade definida, e classificou os elementos de acordo com sua polaridade e ordem crescente de carga. Segundo Berzelius, a combinação química consistia na atração das cargas opostas e na neutralização da eletricidade com a liberação de calor entre os polos opostos.

Átomos com um mesmo tipo de carga elétrica não podiam se combinar e, portanto, não seria possível a existência de moléculas diatômicas homonucleares (H2, O2, N2, Cl2), no século 19 esta teoria eletroquímica constituiu a base teórica do sistema dualístico proposto por Berzelius, e influenciou a produção científica da química.



As pesquisas propostas por Berzelius para produzir transformações químicas ajudaram o químico e Faraday a encontrar relações de proporcionalidade entre a quantidade de matéria decomposta e a quantidade de eletricidade utilizada, colaborando a diversos estudos envolvendo a eletricidade.



Faraday estabeleceu uma nova nomenclatura para os pólos opostos presentes no sistema eletrolítico (anodo e catodo) e propôs o grau de afinidade química de dois elementos (Ben-saude-Vincent e Stengers). Estes estudos se constituíram de grande importância para o desenvolvimento da eletroquímica, colaborando com a ideia de que as reações químicas eram resultantes de fenômenos elétricos.







No século 19, a investigação da natureza intima da matéria se intensificou cada vez

mais, contribuindo para estabilização da teoria atômica e a descoberta das partículas subatômicas.

A eletricidade e o magnetismo foram de grande valorização para o desenvolvimento da física, estabelecendo uma maior aproximação com a química e o grande avanço da ciência. 



BIBLIOGRAFIA:

http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc12/v12a08.pdf

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. Nova Iorque: Dover,
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História da balança e a
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. São Paulo: Ed. Nova
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Uma história da física
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Trad. de
L.V.C. Faria e N.V.C. Faria. Rio de Janeiro:
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 TOLENTINO, M. e ROCHA-FILHO, R.C.

O bicentenário da invenção da pilha
elétrica.
Química Nova na Escola
, n. 11, p.
35-39, 2000
 

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