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06/04/2013

Eletricidade e a Química.



                                                       Eletricidade e a Química.


O artigo desenvolvido por Maria da Conceição destaca a importância da energia elétrica no desenvolvimento das sociedades humanas e nas suas relações. De modo resumido, é apresentada a trajetória que levou à compreensão da eletricidade e à sua utilização na descoberta de novos elementos químicos, bem como a contribuição dos estudos do fenômeno elétrico para uma maior aproximação entre a química e a física.



Energia é definida como a capacidade que os objetos ou sistemas têm de realizar trabalho ou o que se deve fornecer/retirar de um sistema material para transformá-lo ou deslocá-lo. A manifestação da energia pode ocorrer em diversos fenômenos levando-a a assumir variados significados como: calor, luz, trabalho, movimento etc.

Das mais variadas formas apresentadas, calor e eletricidade foram de grande importância para o desenvolvimento técnico - cientifico ao longo dos tempos.

A sociedade moderna só existe a partir da eletricidade, que é responsável pela iluminação, aquecimento, comunicação etc.

No século 17, impulsionados pela construção de aparelhos que ficaram conhecidos como máquinas ou geradores eletrostáticos, as quais foram utilizadas para gerar cargas elétricas na forma de centelhas, permitindo a utilização deste tipo de eletricidade em diversos experimentos.



Em 1729, Stephen Gray descobriu o importante fenômeno da condução elétrica e distinguiu os corpos condutores de eletricidade e os não-condutores ou isolantes.


No mesmo século surgiu a proposta do físico francês Charles François de divisão da eletricidade em dois tipos: resinosa e vítrea. Objetos contendo eletricidade resinosa eram atraídos por objetos com eletricidade vítrea e vice versa.  E objetos com mesmo tipo elétrico eram repelidos.

Em meados do século 18 As centelhas elétricas passaram a ser usadas para produzir reações químicas. Este recurso foi utilizado, por exemplo, na síntese da água realizada pelo químico inglês Henry Cavendish; através da combinação dos gases hidrogênio e oxigênio após a passagem da centelha na mistura de reação



Muitas tentativas passaram a ser feitas para justificar a formação de compostos químicos,incluindo a interação entre cargas positivas e negativas, e elas seriam responsáveis pelas combinações químicas e foram chamadas de forças de afinidade.


O químico Jöns Jacob Berzelius propôs uma teoria elétrica para as reações químicas de acordo com os átomos de cada elemento que possui uma carga elétrica e polaridade definida, e classificou os elementos de acordo com sua polaridade e ordem crescente de carga. Segundo Berzelius, a combinação química consistia na atração das cargas opostas e na neutralização da eletricidade com a liberação de calor entre os polos opostos.

Átomos com um mesmo tipo de carga elétrica não podiam se combinar e, portanto, não seria possível a existência de moléculas diatômicas homonucleares (H2, O2, N2, Cl2), no século 19 esta teoria eletroquímica constituiu a base teórica do sistema dualístico proposto por Berzelius, e influenciou a produção científica da química.



As pesquisas propostas por Berzelius para produzir transformações químicas ajudaram o químico e Faraday a encontrar relações de proporcionalidade entre a quantidade de matéria decomposta e a quantidade de eletricidade utilizada, colaborando a diversos estudos envolvendo a eletricidade.



Faraday estabeleceu uma nova nomenclatura para os pólos opostos presentes no sistema eletrolítico (anodo e catodo) e propôs o grau de afinidade química de dois elementos (Ben-saude-Vincent e Stengers). Estes estudos se constituíram de grande importância para o desenvolvimento da eletroquímica, colaborando com a ideia de que as reações químicas eram resultantes de fenômenos elétricos.







No século 19, a investigação da natureza intima da matéria se intensificou cada vez

mais, contribuindo para estabilização da teoria atômica e a descoberta das partículas subatômicas.

A eletricidade e o magnetismo foram de grande valorização para o desenvolvimento da física, estabelecendo uma maior aproximação com a química e o grande avanço da ciência. 



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